Aí vai o boneco, vestido de branco!
(com aspirações a santo).
Vai num andor mecanizado,
Camuflado,
Por um manto sagrado;
E move o seu braço de porcelana
(para a febril caravana)
Num movimento automatizado.
O andor parou.
Parece que o boneco vai falar!
Escutemos então:
“Não podemos querer ser deuses...”
Aí não!?
Mas olhe que o Srº boneco....
A hipnotizada caravana vibra
E interrompe o poeta.
Que termina este quase poema,
Com o cerne do problema:
Os homens de estado!
Estão ali, cheios de esteta,
(Laicos de hipermercado)
Fazem vénias a um boneco asceta!