w.c constrangido

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sexta-feira

Inspiração

Já nem lembro a última vez que por aqui vieste.
Sei que chegaste assim,
Do nada
Encheste-me o fontanário dos sentidos
Com a tua hipnótica balada
E saíste, discreta
Fria,
Pela noite velada...

Agora, inseguro
Espero...
Na inquieta impressão de quem se agarra
Nos braços de uma quimera
E desespera!
Sim, eu sei...
Nunca marcamos hora nem dia
Mas pelo menos envia um sinal
Desse teu harém,
Onde as palavras se despem
E os poetas enlouquecem
Sôfregos sem além...

É que assim...
Eu espero,
Espero-te na porta desta doce agonia
A que me manténs refém.