Um electricista, dois brokers, quatro banqueiros, oito políticos e dois accionistas de uma multinacional; eram os dezassete condenados para aquele final de tarde. Alinhados sobre um estrado de ferro, com uma fina película de plástico transparente enfiada nas cabeças, aguardavam a execução da sentença. Diante deles, abarrotando a principal praça da cidade, postava-se uma multitudinária concentração de pessoas, que assistia fielmente às execuções.
- Justiça! Justiça!... - vociferava a multidão.
Foi quando um dos condenados, o electricista, gritou:
- Mas que raio fiz eu para merecer isto!!!!
Mas só se ouviu o ruído seco dos corpos a baterem no vazio e a balançarem de um lado para o outro como se dançassem, ironicamente, a dança da morte.