w.c constrangido

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domingo

XSI de 68 - Um amor de há 4 tempos

Todos dias vai junto dele. Acredita que o fim não lhe chegou. Ele, parado, esperando-o no lugar habitual; ar cansado, esbatido pelo tempo, que perdoa, mas não a todos como se vê. Passou a ser refúgio de gatos e outros seres, mas as feridas abertas no interior do seu corpo, libertam pingos gordurosos a mais para gatos comodistas. Contorna-o, admira-o: em cima, de lado, por debaixo, ele tombado para um dos lados como se lhe faltasse o macaco, a frente desalinhada faz-lo sorrir tristemente. Entrou, sentou-se, acaricia-o com um arrastar de mão, sente-se uma intimidade própria de quem partilha histórias viajantes; encosta-se, tronco torto, posição de controlo, olhar em frente destemido, ainda eras capaz, meia volta à chave: gagueja, outra meia volta, gagueja novamente num sufocante desmaio, não é o mesmo. Insiste: meia volta em força, nem o mínimo sinal de explosão mecânica. Está morto, mas é lindo. Saiu, bateu a porta, os gatos fugiram, é desta que se abre em dois, contorna-o novamente, duas vezes, uma para um lado outra para o outro, parece um ritual em sua honra. Tudo como estava, menos o visor, tombando, reflectindo a cor refulgente do ferro corroído. Afastou-se, parou, olhou-o declaradamente, como te gosto caramba. Amanha voltara, ele e os outros seres...